domingo, 18 de outubro de 2009

Carrinhos Convidam



Coletivo Eu Tambem Quero Um Carrinho De Mercado
Convida:
(!) MOSTRA IMARGINAL 2009 (!) :


Plano Para Não Carregar mais Cestas
Eles vivem o tempo e contra-tempo versus diálogos irônicos sobre um passado existente e um presente inexistente. Usam Palavras que não determinam, não explicam e não levam a pensamentos lógicos. Eles são carrinhos de mercado parados em meio à velocidade asfixiante do mundo informativo. São carrinhos que trazem verdades e mentiras, mas eles não se importam com elas, eles não se importam se elas estão ligadas a literatura ou a filosofia. Na verdade eles perceberam que o mundo está cheio de coisas sólidas que em nada dependem de suas vidas.
Direção: Gabriel Machado
Interpretes-criadores : Daiane Rafaela e Semy Monastier
Coloboração: Marcia Franco

QUANDO: 21 de outubro (quarta feira), 19hrs
ONDE: TUC – TEATRO UNIVERSITÁRIO DE CURITIBA
QUANTO: ENTRADA GRATUITA


Calma, no verão que vem nós vamos à praia.
É o que Alice Falou à Rainha de Copas! Mas o Lewis Carroll não viu porque estava preocupado com os “dotes” da Alice. Ou seria da Clarissa? Quem é Clarissa? Eles colocaram enchimentos nela, como fazíamos com nossos ursos de pelúcia quando eles rasgavam. Eles tiraram o coração e colocaram palha no lugar. Claro, palha não apodrece, e, se apodrecer, não fede tanto quanto um coração.
Criação e interpretação: Gabriel Machado
Orientação: Juliana Adur
Texto: Andressa Marcondes
Iluminação: Semy Monastier
Video: Debora Avadore

QUANDO:
22 de outubro(quinta feira), 19hrs
ONDE: TUC – TEATRO UNIVERSITÁRIO DE CURITIBA
QUANTO:
ENTRADA GRATUITA


(!) MOSTRA IMARGINAL 2009 (!)
De 19 a 23 de outubro, TUC – TEATRO UNIVERSITÁRIO DE CURITIBA.
Programação completa da mostra:
www.mostraimarginal.blogspot.com


Beijos nas rodinhas.
Coletivo Eu Também Quero um Carrinho de Mercado
www.eutambemqueroumcarrinhodemercado.blogspot.com
twitter.com/eusouumcarrinho

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Os Carrinhos apoiam.


Calma, no verão que vem nós vamos à praia.
É o que Alice Falou à Rainha de Copas! Mas o Lewis Carroll não viu porque estava preocupado com os “dotes” da Alice. Ou seria da Clarissa? Quem é Clarissa? Eles colocaram enchimentos nela, como fazíamos com nossos ursos de pelúcia quando eles rasgavam. Eles tiraram o coração e colocaram palha no lugar. Claro, palha não apodrece, e, se apodrecer, não fede tanto quanto um coração.
Ficha Técnica:
Criação : Gabriel Machado
Orientação: Juliana Adur
Texto: Andressa Marcondes
Iluminação: Semy Monastier
Trilha Sonora: Werewolf (Cocorosie) e1979 (The Smashing Pumpukins)
Video: Débora Avadore

Data: 21 de Setembro
Horário: 14h30
Local: Casa Hoffmann - Centro de Estudos do Movimento - FCC
Endereço: Rua Claudino Santos, 58 - Centro / Fone: 3321-3228 ou 3321-3232

Entrada Gratuita

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Bernie Dechant


O oitavo dos nove Dechant nasceu em Racine, Wisconsin, EUA.

Estudou Arte e Design na faculdade e trabalhou numa empresa de artes gráficas onde ele ganhou premios pelos site Adobe.com e Apple Store. No meio disso veio a paixão por viagens e a fotografia. Bernie não tem técnicas fotográficas, seu treinamento surgiu graças ao seu trabalho em design.

O artista atualmente vive NY.


"Exatamente a temática que inspira e serve como um dos focos da obra do fotógrafo: as cidades do mundo, suas formas, cores, ritmos e, especialmente, a geometria flagrada em recortes urbanos. Não importa em que país estejam, Bernie encontra, nas cidades do mundo, similaridades e complementos. Em suas cenas reúne a arte, a arquitetura e o design. Entre as imagens incluídas na mostra está, por exemplo, a promessa futurista de Brasília em contraste com a Tóquio colorida, moderna, universal e cosmopolita; a China milenar e o exótico Marrocos; e a Lisboa de prédios altos. Como em um “raio x” dos lugares por onde passa, em suas viagens pelo mundo, o olhar de fotógrafo estrangeiro registra o ambiente, os costumes e a rotina das cidades. " [texto da curadoria do Museu Oscar Niemeyer - Curitiba]


E aqui entram os carrinhos.

Apaixonados pelas formas, cores, ritmos das cidades. Curiosos, apaixonados e buscando algo que torne as formas mais interessantes, as cores mais intensas e os ritmos mais afinados.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O inexplicável horror de saber que esta vida é verdadeira.

- Não é preciso marcar o tempo, basta abandoná-lo, ela me disse uma vez. De que adianta saber que dia é hoje? As horas sim, são importantes. O dia é bem dividido. Cada hora uma coisa certa. Melhor viver um dia só, sem fim. O que tiver de acontecer, é dentro dele.

- Os dias guardados. Armazenados. Neles, nenhuma marca. Rasura sequer. Conjunto, soma de todos os nossos instantes. Agora sei. Cada momento era uma antecedência para nós. Uma espera que se substituía infinitamente. Vivíamos na ansiedade pela ocasião que haveria de chegar.
Assim, nossa vida se distendia como um elástico. Esticava-se ao ponto máximo, atingindo o estado de tensão, incômoda inquietação. Quando o dia se acabava, a esperança nascia outra vez dentro de nós. Aguardávamos os instantes que faria o dia seguinte repleto-vazio.
Instantes despidos daquilo que faltava. Algo que necessitávamos e não íamos procurar. Ficávamos na expectativa que acontecesse. Havia uma falta. Não somente dentro do tempo. Porém um vazio concreto. Lancinante. Em cada canto da casa se projetava a sua sombra. Compacta.
Fomos preenchendo o apartamento com objetos. Até que se assemelhou a um bazar de artigos únicos, invendáveis. Cristaleiras cheias de compoteiras, xícaras, saleiros, copos, taças e licoreiras. Paredes com quadros, reproduções, flâmulas, santos, retratos, relógios parados.
[...]
E calendários. Dois ou três em cada cômodo, escolhidos por ela. Brindes ganhos nos Superpostos de Distribuição Alimentar. Comprados na igreja. Folhinhas que nos ensinavam vários costumes obsoletos. Como a boa época para se plantar e colher. Ou que davam o bom e o mau tempo.

- Será que não era o barulho das cabecinhas estourando?

(Não Verás País Nenhum - Ignácio de Loyola Brandão)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Peça Coração

Um - Posso pôr meu coração a seus pés.
Dois - Se não sujar meu chão.
Um- Meu coração é limpo.
Dois - É o que veremos.
Um - Eu não consigo tirar.
Dois - Quer que eu ajude?
Um - Se não incomodar.
Dois - É um prazer pra mim. Eu tambem não consigo tirar.
Um (chora)
Dois- Vou operar e tirar pra você. Para que quê eu tenho um canivete. Vamos dar um jeito já. Trabalhar e não desesperar. Pronto - aqui está. Mas isto é um tijolo. Seu coração é um tijolo.
Um - Mas ele bate por você.

(texto Heiner Muller, tradução Marcos Renaux)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Carrinhos e Existencialismo




Quando estes carrinhos mal tinham rodinhas suas conversas acabavam em existencialismo.
Afinal, ainda não tinhamos uma essência mas já existiamos - fato.
Para Sartre, a liberdade dá ao homem o poder de escolha, mas está sujeita às limitações do próprio homem.
Coincidentemente, 2 carrinhos tiveram que preparar uma cena do texto Entre 4 Paredes de Sartre.
Essa cena acabou gerando uma nova cena, tivemos a liberdade e oportunidade de modifica - la para uma nova apresentação.
Resolvemos começar do zero. A única coisa que tinhamos certeza é que nesta cena nós usariamos pela primeira vez nosso carrinho de mercado.
A cena acabou tornando -se uma paródia da própria "tarefa" de criar uma cena, e de todo trabalho dos atores.
Aventuras assim são sempre bem vindas e estes carrinhos existem para experimentar!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Utopias de Aproximação

Os anos 80 e 90 pareciam ter decretado o fim das utopias, examinou-se muito o conceito, criaram-se outros, como heterotopia e distopia.
Mas, em 2001, Nicolas Bourriaud aponta para as "utopias de aproximação", práticas artísticas que se estendem num vasto território de experimentações sociais, e que pretendem agir, gerando novas percepções e novas relações de afeto, num mundo regulado pela divisão do trabalho, a ultra-especialização e o isolamento individual.
Para o filósofo francês, a arte contemporânea desenvolve um projeto político entanto se esforça em investigar e problematizar a esfera relacional. Para ele, a exposição é um lugar privilegiado onde se instalam coletividades instantâneas, regidas por princípios diversos de acordo com o grau de participação do espectador exigido pelo artista, a natureza das obras, os modelos de sociabilidade propostos ou representados, que gera um território de intercâmbios específico.
A arte contemporânea se propõe modelar mais que representar, pretende inserir-se e agir dentro do tecido social mas do que se inspirar nele. De esse ponto de vista, a obra de arte se constitui como um interstício social, um espaço de relações humanas que, ao se integrar mais ou menos harmoniosa e abertamente no sistema global, sugere outras possibilidades de intercâmbios que aqueles que vigentes nesse sistema.
De acordo com Bourriaud, a tarefa da arte contemporânea no campo do intercambio das representações é criar espaços livres, propor temporalidades cujo ritmo atravesse àqueles que organizam a vida cotidiana, é favorecer relacionamentos intrapessoais diferentes daqueles que nos impõe a sociedade da comunicação.Não o fim da arte, não o fim do jogo, mas o fim da rodada. È necessário lembrar com Duchamp que A arte é um jogo entre todos os homens de todas as épocas.

*Trecho do texto "Intervenções Suburbanas"
Maria Angélica Melendi