podemos esquecer desses objetos, mas os carrinhos não os esquecem.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
descarte
em carrinhos de mercado colocamos os objetos que, por instantes ou anos, compartilharão de nossas vidas até o momento do descarte.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Quando os sentidos se expandem ...
Andar andar andar
roboticamente fazemos isso todos os dias
sem nos sentir e sem realmente ver por onde andamos e onde estamos.
Mas se saimos do nosso "espaço de conforto" as coisas mudam.
Quando conhecemos novas cidades, novos locais, nosso interesse aumenta.
Quanto mais distante estamos do nosso "local comum" mais intensos ficam nossos sentidos.
Prestamos atenção aos novos sons, experimentamos novos sabores, novos cheiros, novos campos de visão.
Tudo se torna prazeroso, e por algum tempo ainda conseguimos nos manter nesse estado tão intenso. Até perdermos tudo novamente.
E esse "estado" que estes carrinhos buscam!
Estar sempre cheio, transbordando de coisas e sensações.
Sempre em busca de renovação, de conseguir tirar coisas novas de onde estamos.
Como uma das minhas bandas favoritas diz "I can`t use what i can`t abuse" vamos abusar de tudo o que temos, encontrar novas soluções.
E quando conhecermos novos locais, ter novas duvidas, novas buscas, novos prazeres.
Tenham um 2010 cheio de NOVAS!
sábado, 2 de janeiro de 2010
Será que eu agüento o peso da cesta [parte 4] ou 2010 Megalomaníaco.
Na primeira parte deste texto comentei que o interesse que tínhamos na rua, de nos jogar na rua, era porque nela, a solidão é mais seca, a vida passa rápido demais (ou devagar demais, como quiser). Ali, em meio a um monte de concreto, em meio às pessoas-concreto, pessoas-cimento, pessoas-tijolos, você vê o quão pequeno você é. E quanto cimentado você está também. Você é mais um. Igual. No máximo com uma pintura diferente, que mesmo assim, se perde.
Então eu desejo, do fundo do meu carrinho, que sejamos maiores, que sejamos cor neste mundo daltônico e em tons cinza*. Que carrinhos invadam a cidade com vontade de mover, de dançar, de gritar, de protestar, de expor nossas rodinhas sem medo que a rua nos esmague, sem medo desta porra de solidão, sem medo de existir.
Carrinhos do mundo! Sejam livres! Sejam Vivos! Sejam Grandes.
Feliz 2010 Megalomaníaco.
Então eu desejo, do fundo do meu carrinho, que sejamos maiores, que sejamos cor neste mundo daltônico e em tons cinza*. Que carrinhos invadam a cidade com vontade de mover, de dançar, de gritar, de protestar, de expor nossas rodinhas sem medo que a rua nos esmague, sem medo desta porra de solidão, sem medo de existir.
Carrinhos do mundo! Sejam livres! Sejam Vivos! Sejam Grandes.
Feliz 2010 Megalomaníaco.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Carrinhos - Blog Meia Palavra - MTV
http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/11/23/plano-para-nao-carregar-mais-cestas/
Por Luciano R. M.
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Por Luciano R. M.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Os Carrinhos participam - Mostra Sesc de Artes Universitárias


Coletivo Eu Também Quero Um Carrinho De Mercado
Convida:
Mostra Sesc de Artes Universitárias:
Calma, no verão que vem nós vamos à praia.
É o que Alice Falou à Rainha de Copas! Mas o Lewis Carroll não viu porque estava preocupado com os “dotes” da Alice. Ou seria da Clarissa? Quem é Clarissa? Eles colocaram enchimentos nela, como fazíamos com nossos ursos de pelúcia quando eles rasgavam. Eles tiraram o coração e colocaram palha no lugar. Claro, palha não apodrece, e, se apodrecer, não fede tanto quanto um coração.
Criação e interpretação: Gabriel Machado
Orientação: Juliana Adur
Texto: Andressa Marcondes
Iluminação: Semy Monastier
Vídeo: Débora Avadore
Quando: 20 de Novembro (Sexta feira), 22h30
Onde: Auditório 1 - Sesc Da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969)
ENTRADA GRATUITA
Plano Para Não Carregar mais Cestas
Eles vivem o tempo e contratempo versus diálogos irônicos sobre um passado existente e um presente inexistente. Usam Palavras que não determinam, não explicam e não levam a pensamentos lógicos. Eles são carrinhos de mercado parados em meio à velocidade asfixiante do mundo informativo. São carrinhos que trazem verdades e mentiras, mas eles não se importam com elas, eles não se importam se elas estão ligadas a literatura ou a filosofia. Na verdade eles perceberam que o mundo está cheio de coisas sólidas que em nada dependem de suas vidas.
Direção: Gabriel Machado
Interpretes - criadores: Daiane Rafaela e Semy Monastier
Colaboração: Márcia Franco
Quando: 21 de Novembro (Sábado), 18hrs
Onde: Teatro Sesc Da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969)
ENTRADA GRATUITA
Apareçam!
Beijos nas rodinhas.
Coletivo Eu Também Quero um Carrinho de Mercado
Mais informações:
www.eutambemqueroumcarrinhodemercado.blogspot.com
twitter.com/eusouumcarrinho
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Será que eu agüento o peso da cesta? [3]
Em algum momento você percebe que você vai perder tudo aquilo que esta ao seu redor, que as coisas são efemeras, por mais solidas que elas pareçam, e então você começa a registrar cada centímetro do que te cerca. Tudo tem um novo sentido, e você se sente parte daquele local, se sente cheio e renovado
Será que eu aguento o peso da cesta? [Parte 2]

E no meio desse processo todo você percebe que talvez a cidade só seja grande e sólida assim por causa de suas (muitas) fragilidades, e talvez ela seja fria e faça questão de esfregar a sua insignificância na sua cara, porque as pessoas estão sempre enclausuradas nelas mesmas. Elas não olham para si, não olham os outros, não olham a cidade. E talvez elas não se olhem, por medo de descobrirem que são tão sozinhas quanto as pessoas que estão a sua volta. E elas não olham pra essas pessoas por medo de se reconhecer na solidão alheia. E toda essa fragilidade nos faz pensar que não aguentaremos o peso da cesta, mas daí você pensa em tudo que você observou e em toda a experiência que a rua te trouxe, e você lembra que você é um carrinho, e que aguenta muito mais.
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